sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Zona de conforto

A zona de conforto de todos nós.


Zona de conforto é o mesmo que: “uma região de tranquilidade a que estamos acostumados. Um lugar que nos dá novas forças nos proporciona novo vigor, bem estar, consolo, comodidade, aconchego”. Geralmente, é muito difícil alguém abandonar algo que transmite tanta tranquilidade. Muitas vezes nos acomodamos com o que estamos vivenciando e não desejamos de maneira alguma abandonar nada.
É difícil sair de casa para fazer qualquer coisa quando temos uma rotina diária de ver televisão, ler quando dá vontade, acordar mais tarde, ter tempo para muitas coisas que antes não tínhamos. Tudo isso funciona como uma droga, e não desejamos abandonar algo que nos faz tanto bem. Acomodamo-nos com isso e só desejamos viver desse jeito.
Paulo em sua carta ao povo de Filipos fala sobre isso. Ele tinha profundo zelo por esse povo que conheceu o Senhor Jesus através dele. Paulo fala sobre a alegria no servir aos irmãos e faz uma colocação bem pertinente aos dias de hoje: “Porquanto, todos procuram cuidar apenas de seus próprios interesses, e não se dedicam ao que é de Cristo Jesus.” Fl 2-21. Isso não aconteceu somente no tempo em que Paulo evangelizava os gregos, acontece agora em nosso meio. Nem os cristãos desejam sair de sua zona de conforto para levar a Palavra aos que não conhecem o Evangelho e muito menos ajudar a quem necessita, pois, ajudar a quem precisa faz parte do repertório que aprendemos com Cristo Jesus. “E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. Mt 25-40.
Todos nós estamos demasiadamente ocupados e preocupados com nossas próprias necessidades para dedicar algum tempo à obra de Cristo, seja levando consolo, ou ajudando materialmente. Ajudar ao próximo é um ato de misericórdia que todos nós podemos executar todos os dias. Não requer treinamento nem aprendizado, basta apenas boa vontade e disposição para que saiamos de nossa zona de conforto. Não depende também de nossa riqueza, habilidade ou inteligência, são atos simples e são sempre bem recebidos pelos que precisam. 
Na verdade não existem desculpas para não ajudarmos os que possuem grandes necessidades. Ajudar não é somente responsabilidade do governo e da igreja, cabe a nós também, e Jesus nos solicita isso, que ajudemos aos necessitados. “Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne”? Is 58-7.
A nossa salvação vem pela nossa fé em Cristo, porém, ela não será sincera se não a estendermos aos nossos semelhantes. A nossa fé deve ser revelada também através de atos de bondade, caridade e generosidade, porque isso agrada a Deus. 
Assim, é necessário sair da zona de conforto, para que o Senhor nos reconheça como verdadeiros praticantes da Sua Palavra: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E, não venhamos a ouvir abertamente: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mt 7.22-23. Que possamos fazer a diferença, não deixando que nossos compromissos e preocupações nos impeçam de oferecer ajuda às outras pessoas. 

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