segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sou livre!

 Demorei para tomar uma decisão que eu julgasse certa, porém percebo agora como é gostosa a liberdade que Deus me deu. Não posso ser julgado pelas minhas vestes, pelo tipo de musica que ouço, pelos meus ideais. Mas sim pelas minhas ações, atitudes.

Hoje comemoro minha libertação!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Orando juntos





ORANDO JUNTOS

A Bíblia fala muitas vezes sobre a necessidade da oração. Foi o próprio Senhor Jesus quem ensinou sobre o dever de orar sempre. “E contou-lhes também um parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer.” (Lucas 18.1)

1 – POR QUE DEVEMOS ORAR JUNTOS?

“Também vos digo que se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feiro por meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 18.19)

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” (Mateus 18.20)
1.1 – PROPORCIONA SEGURANÇA NO CASAMENTO

Para todos nós, segurança é um pré-requisito essencial, não uma emoção facultativa. Mas como podemos proporcionar segurança para nosso casamento? Devemos dizer que há, pelo menos, uma coisa que todo casal precisa fazer diariamente para manter seu relacionamento seguro: orar juntos. Essa é a dimensão transcendente do casamento. Existem muitos meios importantes para produzer segurança no casamento, mas esse tem um benefício amplo. Não apenas constrói efeitos positivos no relacionamento, mas também ajuda a afastar grandes dores da vida e nos ensina a lidar com as imperfeições presentes na natureza humana.

1.2 – AUMENTA A INTIMIDADE DO CASAL

O casamento é pluridimensional, mas, sem dúvida, a dimensão espiritual é a mais importante. Creio que só existe segurança para o relacionamento conjugal quando o casal ora. Quando os cônjuges oram, abre-se um mundo de transformações diante deles, as reações mudam, o temperamento muda, os sentimentos mudam. Só há uma coisa que eu nunca vi a oração mudar: a beleza física. Mesmo assim, a oração muda os olhos de quem a vê. Porque quem ora, enxerga mais.

O segredo da verdadeira segurança conjugal é tornar Deus o centro do casamento por mieo da oração. Podemos mudar a história da nossa vida conjugal conversando com Deus, pois a oração é uma força capaz de restaurar a afetividade em nossos corações, fazendo com que estendamos os braços para abraçar, abramos os lábios para dizer “eu te amo” e melhoremos a expressão do nosso rosto para transmitir amor e perdão.

1.3 – NÃO DEIXA O CÔNJUGE SOFRER SOZINHO

O dia-a-dia, o estresse, as preocupações e as ansiedades trazem ao cotidiano conjugal uma aridez, um desencantamento e, às vezes, certo desânimo. Sem oração é difícil suportar qualquer relacionamento. A oração torna a vida a dois uma união estável, gera maior espiritualidade propiciando no lar um ambiente caracterizado pela ternura e compreensão, ajuda o casal a expressar da melhor maneira possível o que sente. A presença da oração faz da vida conjugal algo mais dinâmico, suave e prazeroso. A oração é como um tempero no casamento. É como um molho que dá mais sabor ao prato conjugal. Quando a dimensão trascendente do casamento não é satisfeita, duas sensações nos incomodam: 1) sensação de vazio: passamos a viver com uma impressão persistente de que nos falta algo importante, 2) sensação de desânimo: essa sensação gera reações de cobrança, frustração e dúvida.

2 – COMO ORAR JUNTOS

2.1 – Deixe seu cônjuge bastante à vontade. A timidez e a vergonha de orar em voz alta pode ser um empecilho, mas aproveitem para quebrar essa barreira no relacionamento íntimo.

2.2 – Não faça julgamento da oração do seu cônjuge. Nunca orem como se estivessem “passando um sermão” no cônjuge ou enumerando para Deus todos os defeitos do outro.

2.3 – Escolham o melhor horário para orarem juntos. Não ponham fim aos seus minutos de oração diários, individualmente. Neles sim é possível orar para Deus mudar o outro… ou mudar a nós mesmos!

3 – MOTIVOS PRINCIPAIS PARA A ORAÇÃO DO CASAL

3.1 – Gratidão a Deus por aquilo que Ele tem feito.

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças.” (Filipenses 4.6)

3.2 – Louvar a Deus pelo que Ele é.

“Entrai pelas portas dele com louvor, e em seus átrios com hinos; louvai-o, e benfizei o seu nome.” (Salmo 100.4)

3.3 – Apresentar as necessidades e desejos, nossos e dos nossos filhos e outros…

4 – PRIVILÉGIO DE ORAR JUNTOS

- Melhora a comunicação entre o casal;

- À medida que oramos juntos, o Espírito Santo vai nos moldando;

- Passamos a colocar nossa esperança em Deus.

- Deus nos responderá.

5 – OS IMPECILHOS PARA ORAR JUNTOS

- Nossa falta de persistência;

- A ação do inimigo para nos desviar do propósito;

- Vergonha um do outro;

- Falta de hábito;

- Dizer que não tem tempo (desculpa principal).

6 – UMA VIDA DE ORAÇÃO REQUER DISCIPLINA E PERSISTÊNCIA

“Esperei com paciência pelo, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.” (Salmo 40.1)

“E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5.14)

"DIGO-VOS PORTANTO COMO ALERTA!!!FALTOU ORAÇÃO DIÁRIA EM MEU CASAMENTO QUE INFELIZMENTE VEIO A RUÍNA. CASAMENTO É MANUTENÇÃO.
Fonte: texto baseado em “Construindo um Casamento Duradouro” de Pr. Joel Félix da Silva e Benedito Andrade Filho, com adaptações de Edcássia Rodrigues Cordeiro Santos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O mito da Caverna


Mito da caverna de Platão

 

 


Mito da caverna - Conta conceitualmente o que os homens teriam dificuldades para entenderem

O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.