sábado, 5 de maio de 2012

Casamento, adultério e divórcio.


Ministério Pastor Nilton Arruda           


 

 

 

                                                                 Adultério

Definição :  Relacionamento extra-conjugal; o dicionário define como infidelidade conjugal  , Jer  23.10 (gr. Moichos) , comunicação ilícita com o cônjuge de outro. Hb 13.4; M 15.19; MT 5.27-28


Leituras seletas : Ex 20.14; Lv 20.10-13


                                                             Casamento

  Entendemos que para se cometer adultério é necessários sermos casados (Gn  2.24) com a pessoa  do sexo oposto Lv 20.13. E estando casados não poderemos romper esse relacionamento Mt 19.5-6.

  O casamento judaico continha várias partes importantes, a cerimônia era essencialmente não religiosa, a não ser uma pronúncia anunciada ao casal Gn 24.60. O casamento  envolvia um preparo e a aprovação de um contrato legal, existentes até o dia de hoje nos casamentos judeus.

  Outro elemento importante do casamento era a procissão no fim do dia. O noivo sai de sua casa para buscar a noiva no casa dos pais dela. Nesse ponto, a noiva usava um véu. Em outro ponto o véu era retirado e colocado no ombro do noivo, e feita a seguinte declaração: “O governo estará sobre os seus ombros”.

 No Novo Código Civil Brasileiro no art.1.511, diz que: o casamento é uma comunhão plena de vida; o artigo 1.514 diz que: atingida a maioridade civil, havendo ambos externado sua vontade, sendo desimpedidos, poderão casar. Sendo responsabilizados pelos encargos da família art. 1.565. Isto implica dizer também, que mesmo um casal amasiado à 10 anos, tornando-se crentes e contraindo o matrimônio, a noiva se desejar poderá casar de véu e grinalda além do branco, pois estão amparados por lei. Nas escrituras não encontramos base para negar esse desejo! Pois do contrário estaremos incorrendo em dicrisminação.

                                      


A lei do divórcio.

Jesus em MT 5.27 cita o 7º mandamento (Ex 20.13-14) e continua a exposição até o v.v. 28. O crente com a mente de Cristo 1Co 2.15, não deve nutrir e incentivar desejos sexuais e impróprios, pois deve ser maduro, guiado e ensinado pelo Espírito Santo.

 Nos primórdios, os casamentos às vezes eram dissolvidos, podendo o homem divorciar-se da esposa se encontrasse “coisa indecente nela” Dt 24.1-4 , dando-lhe carta de divórcio. Se uma mulher fosse divorciada do 1º marido e casasse com um 2º marido, e este morresse ou divorciasse dela, o 1º não podia casar com ela novamente.

   A carta de repúdio ou divórcio até permitia em parte o contrair de um novo casamento v.v. 1 e 2. Em  caso de estupro ou fornicação(desonra) não podia despedi-la Dt 22.28-29. A falsa acusação de que a mulher não era virgem quando se casaram, também não podia divorciar-se dela Dt 22.13-19. Deus instruiu bem o povo, de modo a não restarem dúvidas de que o divórcio era  inaceitável para Deus Ml 2.16, é o que Jesus faz referência em Mt 5.31-32 da  exceção no caso relações sexuais ilícitas , e em Mt 19.3-9 por qualquer  motivo, os rabis estavam divididos quanto à essa questão. Os seguidores de Shammai afirmavam que o homem não podia obter divórcio de sua esposa a não ser que ela fosse culpada comprovadamente de imoralidade sexual. Já  os  seguidores de Hillel eram mais intolerantes, permitindo o divórcio por razões até mesmo triviais. Em 1 Co 7.10-11 vemos a instrução de Paulo concordando com os ensinamentos de Cristo em Mc 10.1-12 de não se divorciar. Se ocorresse a separação, o crente deveria permanecer descasado ou reconciliar permanentemente.

Já nos v.v. 12-13 trata de casamento em que um dos cônjuges tornam-se crentes depois do casamento; v.v.14 fala da santificação, pois a presença de um  crente em um lar separa-o e dá-lhe uma  influência cristã que de outra sorte não teria. O cônjuge crente , portanto, deveria permanecer com o descrente. Isto não significa, todavia, que os filhos de tal lar sejam automaticamente crentes. Eles  são santos no sentido de serem separados pela presença de um pai ou mãe crente.

 V.v. 15 diz que se  o cônjuge incrédulo escolher a separação, o crente deve aceitá-la, depois de ter feito todo  o possível para evitá-la,  os v.vs. 17-24 diz do princípio de permanecer  no estado civil em que o indivíduo se encontra é parte de um princípio mais geral: em tudo o cristão deve permanecer em sua vocação, a menos, que esta seja imoral v.v. 24 do (gr. Pornéia) que pode significar:1) adultério; 2) infidelidade; 3)  casamento consangüíneo Lv 18.6.

Concluímos aqui que o divórcio se dá em caso de adultério ou morte Rm 7.1-3.

A confissão

A fornicação tanto como o adultério entre outros pecados devem ser confessados  1Jo 1.8-9; Tg 5.14-16. Portanto não devemos confessar nossos pecados apenas à Deus, tentando ocultar  nossas culpas , mas confessando nossas culpas ao pastor local, porque então estaremos praticando hipocrisia ( gr. Hupocrite, ator mascarado). Assim então devemos confessar nossas culpas e pecados uns aos outros.

Assim nasceremos de novo, pois é a obra do Espírito Santo que nos convence de todo o pecado, e aí receberemos a salvação quer é a obra soberana de Deus. 1 Jo 1.7.

 A escritora francesa Rosália de Rosset disse em seu livro: “ Se a sua tentação é maior do que você. Deus também é.”

Suportar é preciso

Cuidado com o jugo desigual! (2 Co 6.14) Não do ponto de vista do cônjuge ser ou não ser da igreja, mas sim por causa da tua perspectiva de vida como cristão; no orar; louvar e adorar à Deus, no qual o descrente não pode entender a esfera espiritual Rm 8.5. Mesmo que seu casamento possa estar parecendo ou até mesmo sendo insuportável lembrai “Suportai uns aos outros” Cl 3.3; Ef 4.2.

Cuidado com casamentos arranjados, incompatibilidade de gênios, falta de educação e coisas semelhantes a essas. E não nos associemos a essas coisas  1Co 5.9, daí a necessidade de se disciplinar  os crentes em pelos seu erros 2Jo 9-11, recuperando-o com amor e carinho para que possa se tornar um crente salvo em Cristo. Amém!!


 

Por:    NILTON  ARRUDA


 

Pastor Educador da Igreja Sede


 

Colaboração: Evangelista Sérgio R. A. Oliveira