sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Incompreensível ou incompreendido???

1ª Epístolas aos Coríntio 2.16 diz: "Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. "

Essa é a teoria, mas sinceramente ficamos cada vez mais distantes de comprender-mos o ser humano. Certamente não podemos instruir o Senhor,  mas o Senhor nos chamou e nos capacitou para liderar-mos homens e mulheres e instruí-los.

Sento em meu gabinete pastoral (quando há, pois essa é falha em muitas igrejas, de não haver um local apropriado para conversar com as ovelhas), sendo tardio para falar e pronto para ouvir, conforme instrução bíblica   (Tiago 1:19 Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar.)


E procuro entender fatos e acontecimentos que de tão  inusitados, fogem à nossa compreensão, porém em todos os casos o Senhor nos dá instrução para aconselhar.
Procuro compreender cada pessoa à minha volta, mas o fato é que depois de ouvir, compreender cada ser humano, ele se volta pra mim e diz: Você é incompreensível!!!! Relamente não entendo!!

- Pastor desejo a mulher do meu próximo!
Digo à ele:
- Não cobiçarás a mulher do teu próximo; não desejarás a casa do teu próximo; nem o seu campo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
Deuteronômio 5:21.
- O pastor peraí, ele já tem demais, e EU?????
Será que sou incompreensível ou incompreendido?

Interessante pois eu que fiquei meus últimos 8 anos de vida nos bancos de faculdades e seminários, será que não aprendi nada a  ponto de não compreender o ser humano?

Eu passo na nave da igreja, e são tantas pessoas querendo nos falar, que às vezes não falamos com todos.
-O pastor nem olhou pra mim!!! E fica emburrado
Passo aceno com a cabeça e esboço um sorriso.
- Esse pastor é ousado.
Ou até mesmo:
-Ah! Vou sair da igreja porque pastor está rindo da minha cara.

Possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, Efésios 3:18

Mas até hoje o Senhor não vos tem dado um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir. Deuteronômio 29:4

O fato é que acabo sendo vítima de tais homens e mulheres como sendo incompreensível, ou será que sou inconpreendido? Certa feita estava em um almoço de família e alguém me disse:
-Está na hora de fazer mais um filho.
Eu disse:
-Já tenho três, e você só um. Então eu é que te falo está na hora de você fazer mais um.
Claro que aparente foi uma brincadeira inocente, o fato é, que a jovem mãe mudou sua feição e já em casa minha esposa me repreende à mesa dizendo:
-Coloque um freio em sua boca!
-Mas porque? - disse eu.
-Não está vendo que ela passa por problemas e não pode ter mais um?

Caros leitores, como poderia eu imaginar, que uma jovem mãe com um filhinho de um ano de idade já que ter outro? Ou que passa por problemas? Eu diria no mínimo que ela é que é imprudente. Porque? Cuide de seu filhinho, zele, eduque-o, brinque, aproveite esses tenros e sublimes momentos

Porque já querer ter outro filho, se o mesmo ainda usa fraldas?

Incompreensível ou incompreendido?

Pastor Nilton Arruda

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O FRUTO DO ESPIRITO


              



O FRUTO DO ESPIRITO



            “MAS O FRUTO DO ESPIRITO É: AMOR, ALEGRIA, PAZ, LONGANIMIDADE, BENIGNIDADE, BONDADE, FIDELIDADE, MANSIDÃO, DOMÍNIO PRÓPRIO” (GL 5:22-23).


o   Primeiro vem nosso relacionamento com Deus: amor, alegria, paz.


o    O espírito santo coloca  o amor em nosso coração, a alegria em nossa alma e a paz em nossa mente.


o   Amor, alegria , paz permeiam um cristão cheio do espírito. Tudo que o espírito faz é concebido com amor, iniciado com alegria, e executado com paz.

o   Depois vem nosso relacionamento com outras pessoas: paciência, ternura , bondade.

o    

o   Temos aqui a paciência que suporta a grosseria e a insensibilidade dos outros e se recusa a se vingar ;


o   a gentileza que vai além da tolerância negativa de não desejar o mal para ninguém   e desejando o bem a todos; a bondade que transforma o desejo em atos.


o   Por ultimo, nosso relacionamento conosco mesmos: fidelidade, mansidão, domínio próprio. 


o   A fidelidade é como fé, não a fé em cristo, mas a confiabilidade,que convida outras pessoas a confiarem em nós.


o   Mansidão que nos da controle e domínio próprio que é o senhorio sobre nossa língua, pensamento, apetites e paixões.





JO 15.4



                                                                                                   

                                                                                                                                                                                               

Pastor Nilton Arruda

Educador Cristão – I.M.E. em Vila Any

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

No mundo tereis aflições


VENCENDO AS AFLIÇÕES
João 16:33: No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.


Uma vida livre de aflições tem pouco ou nenhum significado. As aflições têm variadas e múltiplas facetas; uma delas é quando fica estabelecida a diferença que existe entre aquilo que você é e aquilo que você pode ser. Sem aflições as possibilidades deixam de existir. Sem aflições deixam de existir um alvo maior a ser alcançado.
Na realidade não é muito difícil aliviar algumas aflições. Basta apenas optar pelo caminho mais fácil, ao abandonar os seus sonhos, ao entregar-se ao desespero circunstancial e ao fugir das suas responsabilidades. Apesar desse tipo de comportamento lhe causar um alívio temporário, a aflição fatalmente irá retornar lhe trazendo dores excruciantes.
Uma vez que aceitamos que aflições são parte inerente desta vida, a sua ação perde o seu poder dominador. Nós fazemos das aflições algo ainda mais difícil quando permitimos que ela nos abata e nos manipule.
Para viver a vida com um propósito, para se dirigir em busca de um alvo, pode estar certo de contar com a presença de não poucas aflições. Portanto, aprecie, aceite e viva com um forte senso de que aflições são apenas preciosas oportunidades nos dada pelo próprio Deus a fim de nos tornarmos mais semelhantes a Ele.
A sua mente pode focalizar no medo, na preocupação, nos problemas, no negativismo ou no desespero. Ou pode focalizar na confiança, nas soluções, no otimismo e no sucesso. Você decide.
João 16:33: No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
Se não existisse a dor, nós não poderíamos reconhecer o prazer e muito menos desfrutá-lo. Os tempos difíceis trazem à vida tanto significado quanto os tempos de refrigério. Cada obstáculo que você transpõe, faz de você uma pessoa ainda mais forte. Cada desafio que você suporta, faz com que os tempos de bonança sejam ainda mais significativamente desfrutados e valorizados.
Desafios nos tiram da mesmice, nos convidam à ação, nos mostram um caminho de crescimento. Imagine quão opaca e sem sentido seria a vida se as coisas caminhassem exatamente da maneira como você planejou. Demonstre uma nova apreciação pelos tempos de dificuldades porque eles trazem consigo grandes oportunidades. As adversidades com Deus tornam-se grandes oportunidades.
Salmo 119:71: Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos.
As aflições não podem nos fazer desistir. Não desista antes da linha de chegada.
Thomas Edison disse: "Muitos dos fracassos desta vida estão concentrados nas pessoas que desistiram por não saberem que estavam muito perto da linha de chegada".
Talvez sua aflição seja uma porta que se fechou diante de você. Mas quando uma porta se fecha para você, isso quer dizer que em algum lugar existe uma outra porta que está escancaradamente aberta à sua espera. Se um obstáculo se transpõe em seu caminho, existe uma nova trilha ao redor pela qual você poderá passar. Quando o plano A fracassou e também o plano B, sempre existe o plano C que poderá levá-lo aonde você deseja chegar.
Quando um alvo parece impossível, sempre existe alguma coisa que você poderá fazer para que ele se torne possível. Sempre existe uma nova porta aberta. É sempre necessário lembrar que Deus não nos deixou neste mundo à nossa própria sorte e aos nossos próprios cuidados. O Senhor nos convida a fazer da oração o primeiro recurso e não a ultima opção. Ele nos chama a persistência e a disciplina para um genuíno crescimento. Não desista, pois Deus tem uma porta aberta para você. Lembre-se que quando uma abordagem fracassa, essa experiência se transforma numa excelente oportunidade de experimentar uma outra nova abordagem. Existe uma nova porta aberta a você. Não desista porque a sua fé em Deus, sua persistência e sua ação estão lhe trazendo mais perto desta porta. Apesar de o caminho parecer tortuoso, é esse mesmo caminho que poderá levá-lo a uma vida bem sucedida quando você nele persiste, sem desistir.
  João 16:33: No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo

domingo, 22 de julho de 2012

Sobre o batismo com Espírito Santo

Em uma igreja nossa, pois pertenço à "Sede", houve um congresso de aniversário  do círculo de oração cujo o tema está embutido em At. 2.4, onde pude perceber como os irmão estão equivocados e até mesmo desconhecem o assunto, observando isso,  postei um artigo que li outro dia na internet, onde tem perguntas e respostas e decidi a divulgar, Fiquem com Deus e examinem nas Escrituras.





Atualidade dos Dons Espirituais

Batismo no Espírito Santo
Dom de Línguas
Onde estão na Bíblia as promessas de batismo no Espírito?
R –
Isaías 44.3; Joel 2.28-29; Mateus 3.11; Lucas 24.49.

Quando se iniciou o cumprimento dessas promessas?
R
- Iniciou-se por ocasião do Pentecostes (Atos 2.1-4), a segunda grande festa sagrada do ano judaico. Cinqüenta dias após a Páscoa iniciava-se a festa de Pentecostes, também chamada Festas das Colheitas; Pentecostes deriva do grego “penteekostos”, que significa qüinquagésimo. Leiam: “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2.4).

Houve alguma promessa para que esse batismo ocorresse em gerações futuras?
R –
Sim. Atos 2.39: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar”.

Quais os exemplos de batismos após o Pentecostes?
R –
EXEMPLOS BÍBLICOS: (a) EM SAMARIA - Atos 8.5-17. Aqui temos o registro detalhado do batismo de irmãos que já eram crentes em Jesus e haviam sido batizados nas águas (vs. 8,12,14). “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus. Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo”(At 8.14-17). Portanto, foi uma experiência posterior a Pentecostes e distinta da salvação em Cristo Jesus.
(b) NA CASA DE CORNÉLIO – Atos 11.13-15 – Aqui o relato de salvação e batismo simultâneos: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós a princípio. E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (At 11.15-16). Aqui Pedro declara que o batismo naquela casa tinha sido igual ao do dia de Pentecostes: “como também sobre nós a princípio”.
(c) SAULO – Atos 9.10-18 – Saulo já era crente (v. 6,15), porém: “E Ananias foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo [outra prova de que Saulo já era irmão em Cristo], o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver E SEJAS CHEIO DO ESPÍRITO SANTO” (At 9.17). Experiência posterior a Pentecostes. A missão de Ananias não era pregar a Palavra ou levar Saulo à conversão, mas somente restabelecer a sua visão e enchê-lo do Espírito.
(d) OS DISCÍPULOS EM ÉFESO – Atos 19.1-7 - O fato ocorreu 25 anos depois do batismo coletivo em Pentecostes (Atos 2.4), já na terceira viagem missionária de Paulo. Vejamos: “Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado pela estrada do interior, chegou a Éfeso. Aí achou alguns discípulos e perguntou-lhes: Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes? Responderam eles: Não, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo. Tornou-lhes eles: Em que fostes batizados, então? Responderam: No batismo de João. Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, Jesus. Quando ouviram isto, foram batizados em nome do Senhor Jesus”. Antes de darmos prosseguimento, devemos verificar que as Boas Novas não haviam chegado àqueles discípulos de João Batista, que eram gentios. Tinham sido batizados em nome do Pai, de conformidade com o batismo de João. Então Paulo anunciou a vinda, a morte e ressurreição de Jesus, e eles ouviram, creram e foram batizados (v. 5). Paulo não se limitou a isso. Desejava que eles recebessem a plenitude do Espírito, tal como ele próprio recebera: “E, impondo-lhes as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo, e falavam línguas e profetizavam”(v.6).
EXEMPLOS NÃO BÍBLICOS – Milhões de casos. Não há estatísticas sobre o assunto, mas com certeza há no Brasil milhões de irmãos batizados no Espírito Santo, ou seja, que passaram pela mesma experiência dos discípulos no dia de Pentecostes e de outros em anos posteriores, como acima relatado.

Quem batiza no Espírito Santo?
R –
O Senhor Jesus: “Ele [Jesus] vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”(Lc 3. 16; Mt 3.11; At 2.32-33).

Quem pode ser batizado?
R –
Somente os salvos, ou seja, os crentes em Jesus. Todos os casos bíblicos ocorreram após haverem recebido a Palavra, ou simultaneamente. (At 2.38-39). Quais as condições para o batismo? Buscar, ter sede: “Se alguém tem sede vem a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele dizia do Espírito que haviam de receber os que nele cressem. O Espírito Santo ainda não fora dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado” (Jo 7.37-39). Mas não existe um método especial. Deus é soberano na sua vontade. Ele batiza quem quer, como, onde e quando quer.

Irmãos de Igrejas não pentecostais podem receber o batismo?
R –
Podem, e muitos recebem. Alguns continuam na sua própria congregação, outros, por diversos fatores, vão para igrejas pentecostais. Muitos são os exemplos de batismo de irmãos não pentecostais.

Qual a evidência desse batismo?
R –
A evidência bíblica é o falar em línguas. O falar em línguas é um dom? É e está em 1 Corintos 12, onde se lê também acerca dos demais dons. Esses dons estão disponíveis hoje, ou só foram concedidos no tempo de Jesus? Todos os dons ali relacionados estão em vigor, não caducaram. A Carta aos Corintos foi escrita em 55/56 anos depois de Cristo, e ali Paulo declara que existe diversidade de dons e de ministérios (v. 4,5). Ademais, Paulo diz que “gostaria que todos vós falásseis em línguas, mas muito mais que profetizásseis [outro dom]”. (1 Co 14.5). E manifesta sua alegria em falar em línguas: “DOU GRAÇAS AO MEU DEUS, PORQUE FALO EM OUTRAS LÍNGUAS MAIS DO QUE TODOS VÓS” (1 Co 14.18). Como se vê, Paulo falava em línguas por onde andava e incentivava os irmãos a fazerem mesmo. Jesus declarou que o dom de variedade de línguas estaria disposto a todos os que cressem (Mc 16.17). Qual a finalidade desse dom? Paulo responde: “O que fala em língua não fala aos homens, senão a Deus. Com efeito, ninguém o entende, e em espírito fala mistério. O que fala em língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja” (1 Co 14.2,4).

O batismo no Espírito Santo é condição para a salvação?
R –
Não. Somos salvos pela graça, mediante a fé no Senhor Jesus. Pentecostais e não pentecostais são salvos em Cristo, irmãos em Cristo. Então para que serve o batismo no Espírito? O apóstolo Paulo responde dizendo que toda manifestação sobrenatural do Espírito é dada a cada um para o que for útil (1 Co 12.7). Se não tivessem nenhuma utilidade, Deus não concederia tais dons. Também não os teria prometido. Também não teria derramado do seu Espírito sobre os discípulos no Pentecostes. Uma das finalidades é receber poder. Vejam: “Não vos ausenteis de Jerusalém, mas esperai a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. Pois João batizou com água, mas vós sereis batizados com o espírito Santo, não muito depois destes dias. MAS RECEBEREIS PODER, AO DESCER SOBRE VÓS O ESPÍRITO SANTO...” (At 1.4,5,8).

O que sente o crente na hora do batismo?
R –
Essa pergunta eu fiz a uma centena de irmãos, antes de escrever uma apostila sobre o assunto. Nenhum deles soube descrever com segurança o que se passou no seu corpo, alma, espírito. A verdade é que receberam uma infusão de alegria. Algo indescritível e, até certo ponto, incontrolável.

Para expulsar demônios e curar enfermos precisa ser batizado no Espírito?
R –
Jesus outorgou tais poderes a todo aquele que crê (Mc 16.17-18).

Devemos buscar os dons espirituais?
R –
Paulo responde: “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar... o que profetiza, fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1 Co 14.1,3).


ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS
Este estudo contempla questões levantadas por vários irmãos.
Qual a diferença entre batismo no Espírito Santo e dom de línguas?
R –
Expressões equivalentes a batismo no Espírito: “Ser cheio do Espírito” (At 2.4; 9.17) “Receber ou descer o Espírito” (At 8.15-16; 19.2); “Cair ou derramar o Espírito Santo” (Joel 2.28-29; At 2.17; 10.44-45; 11.15); “Batizar com o Espírito Santo” (Mt 3.11; Jo 1.33; At 11.16). O Batismo é uma experiência especial e sobrenatural. O falar em línguas é uma manifestação do Espírito, um dom (1 Co 12.7, 10).

Por que só o dom de variedade de línguas é uma evidência do batismo, se existem outros dons mais nobres?
R –
A vida espiritual do crente deve ser um crescer constante. A Bíblia diz para crescermos na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18); “Jesus crescia em sabedoria” (Lc 2.52); devemos crescer em nossa fé (2 Co 10.15; Lc 17.5). Deus concede inicialmente ao recém-batizado um ou mais dons, mas nada impede que o crente continue crescendo, “procurando com zelo os melhores dons” (2 Co 12.31; 14.1). O apóstolo Paulo diz que “as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis” (1 Co 14.22), que passam a compreender porque o Reino de Deus é diferente do reino das trevas. Para os crentes, as línguas significam que o Espírito está sendo derramado (At 10.44-46; 11.15-17).

Por que considerar o batismo no Espírito Santo uma doutrina se essa experiência está circunscrita ao livro de Atos e aos primeiros passos da Igreja?
R –
Se o cânon do Novo Testamento só fosse selado após o último batismo no Espírito Santo, ainda continuaria aberto, pois a Igreja continua RECEBENDO o Espírito. Ademais, Paulo não declara que o falar em línguas tenha sido um privilégio da igreja em Corinto. Se dermos curso ao raciocínio de que a experiência ficou restrita àqueles irmãos, deveríamos então desconsiderar não só as cartas aos coríntios, mas a enviada aos romanos, aos filipenses, aos colossenses, e outras. O registro detalhado da experiência em Atos não significa dizer que ficou ali circunscrita. Seria desnecessária a continuação dos registros. Mas o assunto é tratado também em I e II aos Coríntios; em Joel 2.28, como promessa; em Marcos 16.17, na palavra de Jesus; em João 1.33, na palavra de João Batista; em Romanos 1.11 e 12.6, na palavra de Paulo, desejoso de que houvesse fortalecimento espiritual, e confirmando a variedade de dons e o de profecia.

Jesus falou em línguas?
R –
A Bíblia nada diz a respeito. Cremos que não, porque a promessa era para uma ocasião futura (Jl 2.28; Mc 16.17; At 2.4,16). Outra razão: o falar em línguas serve à edificação própria, do próprio crente, porque fala em espírito, em mistérios, com Deus (1 Co 14.2,4,14). Jesus não precisava de tal edificação.

Há um local determinado para recebermos o batismo?
R –
Não. O crente pode receber o Espírito em qualquer lugar, mas o local mais apropriado é num ambiente de oração. Pode ser com ou sem imposição das mãos.

Quando a pessoa aceita Jesus como Senhor e Salvador recebe o Espírito. Por que receber o Espírito outra vez? Seria um reforço da graça?

R – A finalidade desse batismo está expressa nas palavras de Jesus: “Envio sobre vós a promessa de meu Pai; mas ficai na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49; At 1.4-5). Antes de Sua ascensão, Jesus soprou sobre os discípulos e estes receberam o Espírito, para regeneração (Jo 20.22), cumprindo a promessa de que o Espírito habitaria neles, como habita em nós (Jo 14.17). Os interessados poderão aprofundar-se no estudo dessa passagem, em que Jesus, ressurreto, sopra sobre os discípulos para dar-lhes uma nova vida espiritual. No segundo momento, Jesus diz que “não muito depois desses dias” eles seriam batizados no Espírito Santo, em cumprimento à promessa do Pai (At 1.4,5; 2.4,16,17,18). Não entendemos este batismo como uma nova salvação. Entendemo-lo exatamente nos termos usados por Jesus: revestimento de poder. O termo REVESTIR é assim definido no dicionário Aurélio: “1. Tornar a vestir; 2. Vestir; 3. Estender-se por sobre; cobrir; tapar; 4. Atribuir a si; 5. Tornar estável, firme, resistente; solidificar...”. Cremos que a definição mais apropriada para o batismo no Espírito Santo seria então o de dar uma cobertura, uma sobrecapa para tornar mais firme e resistente. Num exército, todos são soldados defensores da pátria, mas os que seguem para a linha de frente recebem adestramento, armadura, suporte e armas específicos.

Qual a finalidade do dom de variedade de línguas?
R –
Falar em espírito com Deus sem usar o seu idioma pátrio, pelo que se edifica a si mesmo (1 Co 14.2,4,14). Todavia, essas línguas podem ser humanas e vivas (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra (1 Co 13.1). Os crentes de Corinto estavam exagerando no uso do dom de línguas em detrimento dos outros dons. Para corrigir, Paulo deu a seguinte orientação: a) a profecia é mais importante para a igreja porque exorta, edifica e consola;dela todos se beneficiam (1 Co 14.3). Os irmãos não devem pensar apenas na sua edificação; b) para que os benefícios se estendam ao maior número possível, aquele que fala em línguas, ore para receber o dom de interpretação (1 Co 14.13), se é que “desejais dons espirituais, procurai abundar neles para edificação da igreja” (1 Co 14.12). Em nenhum momento Paulo despreza ou desestimula o uso do dom de variedade de línguas. Ao contrário, ele agradeceu a Deus porque falava muito em línguas (v. 18) e disse que “gostaria que todos falassem em línguas”, mas que também houvesse muito mais profecia (v.5). Para benefício da Igreja – e essa orientação vale para hoje – convém que haja intérprete; se não houver intérprete, melhor que fiquem em silêncio, falando consigo e com Deus (v.28). Por fim, uma recomendação do apóstolo: “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas, mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.39-40). Ou seja: usemos todos os dons para que o Espírito se manifeste, mas em ordem.

A única evidência do batismo é o falar em línguas?
R - O que a Bíblia nos mostra como evidência do batismo no Espírito Santo é o falar em línguas. Em Atos 10.44-46 vemos que "os fiéis que eram da circuncisão" se maravilharam ao presenciar o derramar do Espírito sobre os gentios. Como eles souberam? "POIS OS OUVIAM FALAR EM LÍNGUAS". Então, ficaram cheios de unção para engrandecerem a Deus. (v.46). No caso de Simão, a mesma coisa. Simão viu ou ouviu alguma coisa que evidenciou a descida do Espírito aos de Samaria (Atos 8.15-18). Em Pentecostes, a evidencia maior foram as línguas (Atos 2.4). O batismo dos efésios também foi seguido pelo falar em línguas (Atos 19.5-6). Todavia, creio que o Espírito não está limitado a determinadas fórmulas. É possível que um crente seja batizado e somente depois de algum tempo haja a manifestação vocal e sobrenatural das línguas ou de outros dons. Mas como determinar se o irmão foi batizado no momento em que começou a falar em línguas ou no momento em que sentiu algo estranho? Particularmente não conheço casos de batismo sem o dom de línguas, até porque na ocasião do batismo, além das línguas, nem sempre há manifestações físicas visíveis. Resumindo, o falar em línguas estranhas é uma evidência segura de que o irmão foi batizado no Espírito Santo. Não estamos falando em falar línguas decoradas ou em imitações grosseiras. Quem tem discernimento sabe distinguir uma coisa da outra.
Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

sábado, 5 de maio de 2012

Casamento, adultério e divórcio.


Ministério Pastor Nilton Arruda           


 

 

 

                                                                 Adultério

Definição :  Relacionamento extra-conjugal; o dicionário define como infidelidade conjugal  , Jer  23.10 (gr. Moichos) , comunicação ilícita com o cônjuge de outro. Hb 13.4; M 15.19; MT 5.27-28


Leituras seletas : Ex 20.14; Lv 20.10-13


                                                             Casamento

  Entendemos que para se cometer adultério é necessários sermos casados (Gn  2.24) com a pessoa  do sexo oposto Lv 20.13. E estando casados não poderemos romper esse relacionamento Mt 19.5-6.

  O casamento judaico continha várias partes importantes, a cerimônia era essencialmente não religiosa, a não ser uma pronúncia anunciada ao casal Gn 24.60. O casamento  envolvia um preparo e a aprovação de um contrato legal, existentes até o dia de hoje nos casamentos judeus.

  Outro elemento importante do casamento era a procissão no fim do dia. O noivo sai de sua casa para buscar a noiva no casa dos pais dela. Nesse ponto, a noiva usava um véu. Em outro ponto o véu era retirado e colocado no ombro do noivo, e feita a seguinte declaração: “O governo estará sobre os seus ombros”.

 No Novo Código Civil Brasileiro no art.1.511, diz que: o casamento é uma comunhão plena de vida; o artigo 1.514 diz que: atingida a maioridade civil, havendo ambos externado sua vontade, sendo desimpedidos, poderão casar. Sendo responsabilizados pelos encargos da família art. 1.565. Isto implica dizer também, que mesmo um casal amasiado à 10 anos, tornando-se crentes e contraindo o matrimônio, a noiva se desejar poderá casar de véu e grinalda além do branco, pois estão amparados por lei. Nas escrituras não encontramos base para negar esse desejo! Pois do contrário estaremos incorrendo em dicrisminação.

                                      


A lei do divórcio.

Jesus em MT 5.27 cita o 7º mandamento (Ex 20.13-14) e continua a exposição até o v.v. 28. O crente com a mente de Cristo 1Co 2.15, não deve nutrir e incentivar desejos sexuais e impróprios, pois deve ser maduro, guiado e ensinado pelo Espírito Santo.

 Nos primórdios, os casamentos às vezes eram dissolvidos, podendo o homem divorciar-se da esposa se encontrasse “coisa indecente nela” Dt 24.1-4 , dando-lhe carta de divórcio. Se uma mulher fosse divorciada do 1º marido e casasse com um 2º marido, e este morresse ou divorciasse dela, o 1º não podia casar com ela novamente.

   A carta de repúdio ou divórcio até permitia em parte o contrair de um novo casamento v.v. 1 e 2. Em  caso de estupro ou fornicação(desonra) não podia despedi-la Dt 22.28-29. A falsa acusação de que a mulher não era virgem quando se casaram, também não podia divorciar-se dela Dt 22.13-19. Deus instruiu bem o povo, de modo a não restarem dúvidas de que o divórcio era  inaceitável para Deus Ml 2.16, é o que Jesus faz referência em Mt 5.31-32 da  exceção no caso relações sexuais ilícitas , e em Mt 19.3-9 por qualquer  motivo, os rabis estavam divididos quanto à essa questão. Os seguidores de Shammai afirmavam que o homem não podia obter divórcio de sua esposa a não ser que ela fosse culpada comprovadamente de imoralidade sexual. Já  os  seguidores de Hillel eram mais intolerantes, permitindo o divórcio por razões até mesmo triviais. Em 1 Co 7.10-11 vemos a instrução de Paulo concordando com os ensinamentos de Cristo em Mc 10.1-12 de não se divorciar. Se ocorresse a separação, o crente deveria permanecer descasado ou reconciliar permanentemente.

Já nos v.v. 12-13 trata de casamento em que um dos cônjuges tornam-se crentes depois do casamento; v.v.14 fala da santificação, pois a presença de um  crente em um lar separa-o e dá-lhe uma  influência cristã que de outra sorte não teria. O cônjuge crente , portanto, deveria permanecer com o descrente. Isto não significa, todavia, que os filhos de tal lar sejam automaticamente crentes. Eles  são santos no sentido de serem separados pela presença de um pai ou mãe crente.

 V.v. 15 diz que se  o cônjuge incrédulo escolher a separação, o crente deve aceitá-la, depois de ter feito todo  o possível para evitá-la,  os v.vs. 17-24 diz do princípio de permanecer  no estado civil em que o indivíduo se encontra é parte de um princípio mais geral: em tudo o cristão deve permanecer em sua vocação, a menos, que esta seja imoral v.v. 24 do (gr. Pornéia) que pode significar:1) adultério; 2) infidelidade; 3)  casamento consangüíneo Lv 18.6.

Concluímos aqui que o divórcio se dá em caso de adultério ou morte Rm 7.1-3.

A confissão

A fornicação tanto como o adultério entre outros pecados devem ser confessados  1Jo 1.8-9; Tg 5.14-16. Portanto não devemos confessar nossos pecados apenas à Deus, tentando ocultar  nossas culpas , mas confessando nossas culpas ao pastor local, porque então estaremos praticando hipocrisia ( gr. Hupocrite, ator mascarado). Assim então devemos confessar nossas culpas e pecados uns aos outros.

Assim nasceremos de novo, pois é a obra do Espírito Santo que nos convence de todo o pecado, e aí receberemos a salvação quer é a obra soberana de Deus. 1 Jo 1.7.

 A escritora francesa Rosália de Rosset disse em seu livro: “ Se a sua tentação é maior do que você. Deus também é.”

Suportar é preciso

Cuidado com o jugo desigual! (2 Co 6.14) Não do ponto de vista do cônjuge ser ou não ser da igreja, mas sim por causa da tua perspectiva de vida como cristão; no orar; louvar e adorar à Deus, no qual o descrente não pode entender a esfera espiritual Rm 8.5. Mesmo que seu casamento possa estar parecendo ou até mesmo sendo insuportável lembrai “Suportai uns aos outros” Cl 3.3; Ef 4.2.

Cuidado com casamentos arranjados, incompatibilidade de gênios, falta de educação e coisas semelhantes a essas. E não nos associemos a essas coisas  1Co 5.9, daí a necessidade de se disciplinar  os crentes em pelos seu erros 2Jo 9-11, recuperando-o com amor e carinho para que possa se tornar um crente salvo em Cristo. Amém!!


 

Por:    NILTON  ARRUDA


 

Pastor Educador da Igreja Sede


 

Colaboração: Evangelista Sérgio R. A. Oliveira


 


 

 


 

 


 

quinta-feira, 29 de março de 2012

CRISE EXISTENCIAL

Crises Existenciais: você pode enfrentar seus problemas!

Todos passamos por crises existenciais durante toda a vida. É comum ouvirmos falar sobre a crise relacionada às fases da vida: crise de juventude, da pré-adolescência, do idoso, dos 40 anos, dos 7 anos de casamento, e tantas outras.
Muitos podem fazer a seguinte pergunta: “O que fazer, então, com essa crise?”
Podemos perceber, em nossos relacionamentos, aquele amigo ou parente que, por vezes, insiste em permanecer num ciclo de repetição e de dependência do processo de crise, como se isso fosse uma forma de vida.
Crise é a palavra que nos leva a pensar numa atitude de mudança. Uma empresa em crise precisa tomar atitudes para pagar contas, aumentar sua produção, ou qualquer outra decisão que ajude a superar aquele tempo. Se fizermos uma comparação, nós podemos funcionar dessa forma diante de uma crise pessoal.
Pergunte-se:
Quais saídas eu tenho?
Com quem posso contar?
Eu fiz uma análise racional dos comportamentos e atitudes que estou tendo diante da vida?
Coloquei na balança os prós e os contras daquilo que estou fazendo ou deixando de fazer comigo e com as pessoas que me cercam?
Quando destaco a “análise racional” quero dizer que precisamos fazer uma análise real das situações, sem nossos melindres ou nossas defesas. Acho muito importante ressaltar que, muitas vezes, nos colocamos no papel de vítima das situações, como se não pudéssemos sair delas ou o mundo precisasse mudar para que nós fôssemos felizes.
Um exemplo: estou fazendo um tratamento médico e, por fim, o médico diz que estou curado, que não mais precisarei de remédios. Fico muito chateado com esse profissional, pois não acredito na cura e continuo a desejar os remédios e até mesmo duvido dele. Será que realmente o médico está errado ou nossa necessidade é a atenção que recebíamos enquanto estávamos doentes e agora não a teremos mais (pelo menos nessa área)? O que pode nos causar mais medo nessa fase é que voltaremos a ser “pessoas normais”, que “voltaremos para o mundo” e, por vezes, nos apoiamos numa dependência que nem sempre é sadia, ou seja, uma dependência que faz parte da insegurança e sensação de abandono.
Nossas dependências afetivas são uma grande fonte de crise em nossa existência, mas a vida é feita de períodos de mudança e transformação. Para lidar com isso precisaremos amadurecer nossas emoções, controlar nossos pensamentos e impulsos (muitas vezes, impulsos destrutivos em nossos relacionamentos), o que pode levar algum tempo.
É um processo que pode provocar certo sofrimento, isso é verdade, porém, a sensação de superar, de vencer, de ultrapassar os limites e de fechar ciclos, certamente, será muito mais benéfica e trará aprendizados valiosos para cada pessoa que resolver fazer essa escolha.
Sempre é tempo de fazer uma revisão de vida, estabelecer metas concretas em busca da resolução das nossas crises, com fé e perseverança.
Deixe seus comentários! Abraço fraterno!