sábado, 22 de abril de 2017


A Bíblia e a educação
dos filhos
Deuteronômio 6: 1-9
É comum hoje vermos muitos pais
desorientados quanto à educação
de seus filhos. A maioria se vê perdida
diante de uma filosofia que propõe
uma educação mais aberta. O que fazer?
Como educar os filhos de maneira
que não sejam reprimidos sem, no entanto,
deixá-los sem correção?

 
Apesar de não existir uma fórmula mágica para criar filhos, a Bíblia Sagrada, em situações como essa, tem um padrão equilibrado de instruções quanto à criação de filhos.  Vejamos.

I - EDUCANDO ATRAVÉS DO EXEMPLO,  1Tm. 4: 12

Quando a Bíblia nos convida a sermos bons cristãos, ela estampa diante de nós o grande exemplo de vida de Jesus. Seus ensinos foram eficazes na formação do caráter de seus seguidores porque ele vivia aquilo que ensinava. Devido à manifestação dessas qualidades na vida dos discípulos, em Antioquia eles foram chamados, pela primeira vez, de cristãos, At. 11: 26. 
Muitos casais frustram-se na educação de seus filhos por causa de suas próprias incoerências. O conflito entre o que é ensinado e o que é, de fato, praticado leva os filhos a rejeitar, ainda que inconscientemente, suas técnicas educacionais. A falta de exemplo no ensinamento faz com que os pais percam a autoridade sobre seus filhos e, muitas vezes, provoca neles a ira, Ef. 6: 4.
Somente as atitudes de pais fiéis, norteadas pelo Espírito Santo, podem ser base sólida, que permitam educação exemplar, influenciando a conduta de seus filhos.
 

II - EDUCANDO COM DISCIPLINA

Numa sociedade tão liberal e permissiva como a nossa, a palavra disciplina não soa tão bem. Afinal de contas, segundo o que se prega hoje fora da igreja, todos são livres para fazer o que desejam, e ninguém pode impor limites à liberdade alheia, ainda que isso signifique libertinagem. Tal conceito tem atingido em cheio os lares. Por um lado, pais que têm medo de insistir com seus filhos; por outro, filhos que desconhecem limites.
Essa maneira de educar, no entanto, tem feito psicólogos e orientadores refletirem, baseados nos resultados obtidos. E alguns deles reconhecem que a disciplina é necessária. “Para viver em um clima de segurança, a criança precisa também de regras” (Revista Veja - “Família, pais e filhos com hora marcada”, edição de julho/97).
1. O que a Bíblia nos ensina
sobre a disciplina de filhos?
a) Disciplina significa treinamento para agir de acordo com regras estabelecidas, Pv. 22: 15. Os filhos precisam aprender que em todos os segmentos existem regras, normas, horários que devem ser cumpridos;
b) Disciplina significa correção. O texto de Ap. 3: 19 mostra o relacionamento de Jesus com uma igreja rebelde. Mas, apesar de ser rebelde, Ele a amava e, por isso, a corrigia;
c) Disciplina significa imposição de limites, Pv. 25: 28. Qualquer liberdade sem limite é prejudicial. É preciso que se estabeleçam limites, e que estes sejam reconhecidos por todos.
d) Disciplina tem resultados positivos. A correta e firme disciplina trará sabedoria aos filhos, descanso aos país, Pv. 29: 15-17, e livrará do inferno, Pv. 23: 13-14

2. O mau uso da disciplina.
Não se pode usar a disciplina incorretamente porque os prejuízos serão terríveis. Quando os pais dão ordens aos filhos e não esclarecem suas razões, quando são incoerentes, exagerados; quando agridem, espancam os filhos, estão sempre em discórdia e disciplinam os filhos sem motivo, esse mau uso da disciplina poderá vir a formar filhos desrespeitosos e revoltados.
 

III - EDUCANDO FILHOS PARA DEUS

A boa educação e instrução do lar resultará no aperfeiçoamento do caráter dos filhos, no relacionamento sadio da família, num grande benefício para a sociedade como um todo. Mas o grande objetivo é levar a família a Deus, Js. 24: 15. Por isso, os alvos dos pais devem ser coerentes com os alvos de Deus. Os pais que sentem essa responsabilidade agem da seguinte maneira:
a) Levam seus filhos à casa de Deus e os apresentam ao Senhor. Ana, preocupada com a crise ministerial de seus dias, e pelo fato de não ter condições de gerar filhos, orou insistentemente ao Senhor, 1Sm. 1: 11.
Quando seu filho, Samuel, nasceu, foi rapidamente apresentado a Deus em cumprimento do voto feito por sua mãe, e tornou-se um dos maiores vultos da Bíblia Sagrada, 1Sm. 1: 26-28.  Assim também, José e Maria fizeram com Jesus, Lc. 2: 21-24, conforme a prescrição da Lei, Lv. 12: 6-8 e Êx. 13: 2.
b) Ensinam aos filhos a Palavra de Deus, Dt. 6: 6-7 e 32: 46. Para que o ensino seja eficaz é necessário que esta Palavra esteja, primeiro, no coração dos pais, v. 6. Esse ensino deve ser contínuo, v. 7.  A Palavra deve ser ensinada dentro de casa, nas caminhadas, nas viagens, na hora de deitar-se e de levantar-se.
c) Testemunham dos feitos de Deus, Sl. 78: 4.  Falar daquilo que Deus tem feito é uma maneira de estimular os filhos a crer no grande poder de Deus.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Zona de conforto

A zona de conforto de todos nós.


Zona de conforto é o mesmo que: “uma região de tranquilidade a que estamos acostumados. Um lugar que nos dá novas forças nos proporciona novo vigor, bem estar, consolo, comodidade, aconchego”. Geralmente, é muito difícil alguém abandonar algo que transmite tanta tranquilidade. Muitas vezes nos acomodamos com o que estamos vivenciando e não desejamos de maneira alguma abandonar nada.
É difícil sair de casa para fazer qualquer coisa quando temos uma rotina diária de ver televisão, ler quando dá vontade, acordar mais tarde, ter tempo para muitas coisas que antes não tínhamos. Tudo isso funciona como uma droga, e não desejamos abandonar algo que nos faz tanto bem. Acomodamo-nos com isso e só desejamos viver desse jeito.
Paulo em sua carta ao povo de Filipos fala sobre isso. Ele tinha profundo zelo por esse povo que conheceu o Senhor Jesus através dele. Paulo fala sobre a alegria no servir aos irmãos e faz uma colocação bem pertinente aos dias de hoje: “Porquanto, todos procuram cuidar apenas de seus próprios interesses, e não se dedicam ao que é de Cristo Jesus.” Fl 2-21. Isso não aconteceu somente no tempo em que Paulo evangelizava os gregos, acontece agora em nosso meio. Nem os cristãos desejam sair de sua zona de conforto para levar a Palavra aos que não conhecem o Evangelho e muito menos ajudar a quem necessita, pois, ajudar a quem precisa faz parte do repertório que aprendemos com Cristo Jesus. “E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. Mt 25-40.
Todos nós estamos demasiadamente ocupados e preocupados com nossas próprias necessidades para dedicar algum tempo à obra de Cristo, seja levando consolo, ou ajudando materialmente. Ajudar ao próximo é um ato de misericórdia que todos nós podemos executar todos os dias. Não requer treinamento nem aprendizado, basta apenas boa vontade e disposição para que saiamos de nossa zona de conforto. Não depende também de nossa riqueza, habilidade ou inteligência, são atos simples e são sempre bem recebidos pelos que precisam. 
Na verdade não existem desculpas para não ajudarmos os que possuem grandes necessidades. Ajudar não é somente responsabilidade do governo e da igreja, cabe a nós também, e Jesus nos solicita isso, que ajudemos aos necessitados. “Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne”? Is 58-7.
A nossa salvação vem pela nossa fé em Cristo, porém, ela não será sincera se não a estendermos aos nossos semelhantes. A nossa fé deve ser revelada também através de atos de bondade, caridade e generosidade, porque isso agrada a Deus. 
Assim, é necessário sair da zona de conforto, para que o Senhor nos reconheça como verdadeiros praticantes da Sua Palavra: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E, não venhamos a ouvir abertamente: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mt 7.22-23. Que possamos fazer a diferença, não deixando que nossos compromissos e preocupações nos impeçam de oferecer ajuda às outras pessoas. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O cristão pode ter árvore de natal em casa?



Com a proximidade do Natal recebo algumas perguntas questionando se haveria algum problema em o cristão ter uma árvore de natal em casa, inclusive numa conversa recente  recente com minha esposa, bom vamos lá...já que muitos dizem que a árvore de natal tem uma origem pagã e tê-la em casa (dizem) seria o mesmo que estar adorando a deuses pagãos da antiguidade. Segundo relatos, algumas igrejas chegam até a proibir seus fieis de terem esse ornamento em suas casas.
Esse tipo de tema traz muitas dúvidas na mente das pessoas, principalmente pelo fato de que a Bíblia não fala diretamente sobre eles. Muitos ficariam super tranquilizados se houvesse um décimo primeiro mandamento, dizendo: “não montarás árvore de natal em casa”. Porém não existe tal orientação na Bíblia. Assim, creio que precisemos pensar um pouco na questão para chegarmos a uma opinião madura sobre o tema.



O cristão pode ter árvore de natal em casa?

Se você quer colocar uma árvore de natal em casa, qual a sua intenção com isso?
O simples argumento de que algo foi usado por pagãos no passado não me convence de que não podemos usá-lo hoje. Isso porque os ímpios têm a capacidade de macular todo tipo de coisa em que põe a mão. Imagine, por exemplo, que os ímpios usavam o sexo (criado por Deus) em seus rituais pagãos. Então não vamos mais fazer sexo por causa dos ímpios? Os ímpios faziam cultos aos seus deuses debaixo de árvores frondosas (criadas por Deus). Não podemos então cultuar Jesus Cristo debaixo de uma bela sombra de uma árvore frondosa?

Ímpios criaram, apenas para ser bem superficial, o computador, o celular, vários medicamentos, vários utensílios domésticos e outras coisas que usamos hoje. Minha pergunta é: O fato dos ímpios terem criado essas coisas é um fator determinante para que não as compremos e usemos hoje?
Para mim, em primeiro lugar, o que está em questão é a intenção. Com qual intenção você quer colocar uma árvore de natal em sua casa? Se houver qualquer intenção que fira algum mandamento bíblico, já está errado. Por exemplo, se você coloca essa árvore em sua casa, e com ela faz qualquer oferenda ou faz qualquer adoração que não seja ao Deus Todo Poderoso, você está pecando por isso.
Se acha que ela lhe trará prosperidade, sorte e coisas do gênero, também está no caminho errado. Porém, se você usa a árvore de natal apenas como uma decoração, sem qualquer intenção direta de infringir os mandamentos do Senhor, por que estaria errado montar essa árvore em casa? Ninguém adora um deus pagão só pelo fato de ter uma árvore de natal em casa. É preciso haver a intenção de fazer isso.

Paulo trabalhou uma questão semelhante com a igreja em Corinto. Observe o que ele disse:

 “No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus. Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele. (…) Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos.” (1 Corintios 8.4-6, 8)

Ou seja, seguindo na mesma linha de raciocínio, proibir alguém de montar uma árvore de natal em casa por causa de que alguém algum dia usou esse ornamento para adorar seus deuses, (se é que isso é verdade), é um absurdo, já que Deus é quem é o Criador real de todas as coisas e não o maligno.
Ter essa árvore de natal em casa está te trazendo conflitos?



Infelizmente muitos cristãos ainda não têm amadurecimento suficiente para viver a liberdade que Cristo os deu. Na sequência do texto que citei acima, Paulo faz uma ressalva importante, que devemos considerar:

“Entretanto, não há esse conhecimento em todos; porque alguns, por efeito da familiaridade até agora com o ídolo, ainda comem dessas coisas como a ele sacrificadas; e a consciência destes, por ser fraca, vem a contaminar-se. Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos. Vede, porém, que esta vossa liberdade não venha, de algum modo, a ser tropeço para os fracos. Porque, se alguém te vir a ti, que és dotado de saber, à mesa, em templo de ídolo, não será a consciência do que é fraco induzida a participar de comidas sacrificadas a ídolos? E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. E deste modo, pecando contra os irmãos, golpeando-lhes a consciência fraca, é contra Cristo que pecais. E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo. (1 Corintios 8.7-13) 




Assim, penso que não devemos, por causa do desejo de ter uma árvore de natal em casa, causar brigas, discórdias, facções, escândalos e outras desinteligências. Se for para causar qualquer dessas coisas, que não agradam a Deus, melhor optar por não ter árvore de natal alguma em casa.
Não por ser pecado em si, pois como diz Paulo, “Não é a comida que nos recomendará a Deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos.”, mas visando um bem maior, que é abençoar alguém com o nosso sacrifício.
Concluindo, creio que com essa breve análise nesse texto, você possa ter embasamento suficiente para tomar a sua decisão de ter ou não uma árvore de natal em casa, sem qualquer peso na consciência e com embasamento suficiente para explicar a quem quer que seja a razão dessa sua escolha.
Na maioria dos casos não haverá problema algum em você montar sua árvore em casa. Pelo contrário, sua casa ficará mais bonita com essa ornamento! Porém, seja sábio na sua decisão para não se arrepender depois.



domingo, 31 de agosto de 2014

Níveis de linguagem

Níveis da língua

A língua por ser considerada viva é perfeitamente natural apresentar variantes e  escalas que são conhecidas como: níveis da língua. Esses níveis estão associados à varias línguas de variação que formam essas vertentes.
Essas variações são inerentes ao espaço geográfico, ao grupo sóciocultural e profissional dentro do tempo x espaço ao qual se encontram esses grupos. Dentre os gêneros pode-se destacar quanto ao ser feminino ou masculino, jovem ou criança, cultura, crença, surgindo então os regionalismos (características culturais e linguísticas próprias de uma região) . Novas variações vão aparecendo à medida que esses grupos vão se comunicando, sejam eles: professores, pescadores, artesãos ou estudantes.Entretanto as gírias de grupos fora da lei e palavras de calão não podem ser inseridos nessa contextualização porque não são  encontrados ou adaptados aos léxicos linguísticos.
Os níveis linguísticos conhecidos são: corrente que permitem o entendimento geral entre os vários falantes de uma comunidade; familiar que é  utilizado no quotidiano e em situações comunicativas informal; cuidado/culto define-se pelo rigor das construções frásicas e por uma escolha cuidada do léxico. É utilizado em conferências, prefácios e em textos de carácter mais formal.
Entretanto o falante pode optar pela liberdade de escolha o nível que assim desejar segundo seu discurso ou situação comunicativa ao qual se encontra.Dentro desse âmbito pode-se falar em vários níveis dentro de um mesmo discurso,e  o falante tem à sua disposição infinitas combinações linguísticas.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sou livre!

 Demorei para tomar uma decisão que eu julgasse certa, porém percebo agora como é gostosa a liberdade que Deus me deu. Não posso ser julgado pelas minhas vestes, pelo tipo de musica que ouço, pelos meus ideais. Mas sim pelas minhas ações, atitudes.

Hoje comemoro minha libertação!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Orando juntos





ORANDO JUNTOS

A Bíblia fala muitas vezes sobre a necessidade da oração. Foi o próprio Senhor Jesus quem ensinou sobre o dever de orar sempre. “E contou-lhes também um parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer.” (Lucas 18.1)

1 – POR QUE DEVEMOS ORAR JUNTOS?

“Também vos digo que se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feiro por meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 18.19)

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” (Mateus 18.20)
1.1 – PROPORCIONA SEGURANÇA NO CASAMENTO

Para todos nós, segurança é um pré-requisito essencial, não uma emoção facultativa. Mas como podemos proporcionar segurança para nosso casamento? Devemos dizer que há, pelo menos, uma coisa que todo casal precisa fazer diariamente para manter seu relacionamento seguro: orar juntos. Essa é a dimensão transcendente do casamento. Existem muitos meios importantes para produzer segurança no casamento, mas esse tem um benefício amplo. Não apenas constrói efeitos positivos no relacionamento, mas também ajuda a afastar grandes dores da vida e nos ensina a lidar com as imperfeições presentes na natureza humana.

1.2 – AUMENTA A INTIMIDADE DO CASAL

O casamento é pluridimensional, mas, sem dúvida, a dimensão espiritual é a mais importante. Creio que só existe segurança para o relacionamento conjugal quando o casal ora. Quando os cônjuges oram, abre-se um mundo de transformações diante deles, as reações mudam, o temperamento muda, os sentimentos mudam. Só há uma coisa que eu nunca vi a oração mudar: a beleza física. Mesmo assim, a oração muda os olhos de quem a vê. Porque quem ora, enxerga mais.

O segredo da verdadeira segurança conjugal é tornar Deus o centro do casamento por mieo da oração. Podemos mudar a história da nossa vida conjugal conversando com Deus, pois a oração é uma força capaz de restaurar a afetividade em nossos corações, fazendo com que estendamos os braços para abraçar, abramos os lábios para dizer “eu te amo” e melhoremos a expressão do nosso rosto para transmitir amor e perdão.

1.3 – NÃO DEIXA O CÔNJUGE SOFRER SOZINHO

O dia-a-dia, o estresse, as preocupações e as ansiedades trazem ao cotidiano conjugal uma aridez, um desencantamento e, às vezes, certo desânimo. Sem oração é difícil suportar qualquer relacionamento. A oração torna a vida a dois uma união estável, gera maior espiritualidade propiciando no lar um ambiente caracterizado pela ternura e compreensão, ajuda o casal a expressar da melhor maneira possível o que sente. A presença da oração faz da vida conjugal algo mais dinâmico, suave e prazeroso. A oração é como um tempero no casamento. É como um molho que dá mais sabor ao prato conjugal. Quando a dimensão trascendente do casamento não é satisfeita, duas sensações nos incomodam: 1) sensação de vazio: passamos a viver com uma impressão persistente de que nos falta algo importante, 2) sensação de desânimo: essa sensação gera reações de cobrança, frustração e dúvida.

2 – COMO ORAR JUNTOS

2.1 – Deixe seu cônjuge bastante à vontade. A timidez e a vergonha de orar em voz alta pode ser um empecilho, mas aproveitem para quebrar essa barreira no relacionamento íntimo.

2.2 – Não faça julgamento da oração do seu cônjuge. Nunca orem como se estivessem “passando um sermão” no cônjuge ou enumerando para Deus todos os defeitos do outro.

2.3 – Escolham o melhor horário para orarem juntos. Não ponham fim aos seus minutos de oração diários, individualmente. Neles sim é possível orar para Deus mudar o outro… ou mudar a nós mesmos!

3 – MOTIVOS PRINCIPAIS PARA A ORAÇÃO DO CASAL

3.1 – Gratidão a Deus por aquilo que Ele tem feito.

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças.” (Filipenses 4.6)

3.2 – Louvar a Deus pelo que Ele é.

“Entrai pelas portas dele com louvor, e em seus átrios com hinos; louvai-o, e benfizei o seu nome.” (Salmo 100.4)

3.3 – Apresentar as necessidades e desejos, nossos e dos nossos filhos e outros…

4 – PRIVILÉGIO DE ORAR JUNTOS

- Melhora a comunicação entre o casal;

- À medida que oramos juntos, o Espírito Santo vai nos moldando;

- Passamos a colocar nossa esperança em Deus.

- Deus nos responderá.

5 – OS IMPECILHOS PARA ORAR JUNTOS

- Nossa falta de persistência;

- A ação do inimigo para nos desviar do propósito;

- Vergonha um do outro;

- Falta de hábito;

- Dizer que não tem tempo (desculpa principal).

6 – UMA VIDA DE ORAÇÃO REQUER DISCIPLINA E PERSISTÊNCIA

“Esperei com paciência pelo, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor.” (Salmo 40.1)

“E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (1 João 5.14)

"DIGO-VOS PORTANTO COMO ALERTA!!!FALTOU ORAÇÃO DIÁRIA EM MEU CASAMENTO QUE INFELIZMENTE VEIO A RUÍNA. CASAMENTO É MANUTENÇÃO.
Fonte: texto baseado em “Construindo um Casamento Duradouro” de Pr. Joel Félix da Silva e Benedito Andrade Filho, com adaptações de Edcássia Rodrigues Cordeiro Santos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O mito da Caverna


Mito da caverna de Platão

 

 


Mito da caverna - Conta conceitualmente o que os homens teriam dificuldades para entenderem

O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.